Quaisquer corpos de água acima do solo, são considerados águas superficiais, como: rios, riachos, lagoas, lagos, córregos, reservatórios, e o oceano. Podem ser perenes, quando persistem durante todo ano, efêmeros, quando estão disponíveis apenas uma parte do ano e artificiais, quando feitos pelo homem.

É das águas superficiais a base da maioria dos ecossistemas aquáticos e, ainda, devido à facilidade de acesso são as mais utilizadas para o uso humano. Qualquer alteração nesses corpos hídricos pode causar danos à biota e à saúde humana, o monitoramento é realizado por meio de amostragem de águas superficiais, que possibilita analisar sua qualidade e características.

No Brasil, criada pela Lei n° 9.984/2000, a Agência Nacional das Águas (ANA) tem como responsabilidade fazer cumprir os objetivos e diretrizes da Política Nacional de Recursos Hídricos, Lei n° 9.433/1997.

O grupo de águas superficiais tem grande diversidade de características, por esse motivo possuem classificações e usos distintos. O Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), foi responsável por definir as classes de qualidade de águas doces, salinas e salobras, através da Resolução CONAMA n° 357/2005 e por fixar condições e padrões de emissão para o lançamento de efluentes em corpos d’água receptores, regulamentados pela Resolução CONAMA n° 430/2011.

De modo geral os corpos hídricos nacionais são diferenciados pela quantidade de sais minerais. Quando possuem baixa, média e alta quantidade de sais minerais, são classificados como água doce, salinas e salobras, respectivamente.

Por que realizar amostragem de águas superficiais?

Para cada classe dos corpos hídricos, há limites dos parâmetros de qualidade e, por meio de amostragem, é possível detectar agentes patogênicos, tóxicos, ácidos e contaminantes. Os resultados obtidos no monitoramento das águas são comparados com os respectivos padrões de qualidade das classes de enquadramento, de cada corpo de água.

Empresas e indústrias, são as responsáveis por utilizar grandes quantidades de água, portanto, devem estar atentas aos parâmetros restritivos da classe do corpo hídrico receptor do efluente. Em caso de não conformidade podem ser aplicadas penalidades de acordo com a legislação vigente.

O que é importante considerar no processo de amostragem?

O objetivo da amostragem é coletar um pequeno volume de água, que possa representar fielmente o corpo hídrico em análise, para isso é preciso levar em consideração que as características de um curso de água variariam temporal e espacialmente. Portanto, de acordo com o Guia Nacional de Coleta e Preservação de Amostras (ANA, 2011), para garantir a homogeneidade e representatividade do local de amostragem proposto, as ações a serem tomadas devem ser metodicamente planejadas.

Para esse processo é preciso definir os objetivos da amostragem, levantar os dados existentes da área em questão e selecionar possíveis locais de amostragem, examinando a homogeneidade do corpo de água. Caso seja não homogêneo é preciso definir locais alternativos ou realizar a amostram em diferentes pontos, sempre com a finalidade de assegurar a veracidade das informações.

Geralmente, os pontos de amostragem de água superficial são a montante e jusante do corpo de água. Em casos de amostragem para verificar possíveis contaminações ou alterações, os pontos podem ser escolhidos a montante e jusante em ralação à unidade poluidora.

O Bachema realiza análises de águas superficiais de acordo com os parâmetros estabelecidos por:

  • Resolução CONAMA no 357, de 17/03/2005;
  • Resolução CONAMA no 430, de 13/05/2011;
  • E legislações pertinentes, quando as águas são destinadas para consumo humano.